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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Organização federativa




           

            Há poucos dias, houve um pleito para ver se o Estado do Pará seria subdividido em três: Pará, Carajás e Tapajós. Em minha opinião, foi uma pena que os eleitores tivessem rejeitado esta subdivisão. Propiciaria uma melhor administração das imensas áreas que cobrem o Estado do Pará.
            Já tivemos bons exemplos em separação de Estados, como o de Goiás, onde foi criado o Estado de Tocantins, trazendo grandes benefícios às áreas envolvidas. O mesmo com o Estado de Mato Grosso que, foi dividido em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso do Norte. A argumentação de que aumentaria o número de funcionários, cai por terra com os enormes benefícios que trariam uma melhor coordenação dos serviços públicos. Como exemplo: o Município de Corumbá no Mato Grosso do Sul é maior que a França. Com poucos recursos, tendo em vista o seu tamanho, como será possível administrá-lo em moldes modernos?
            Uma pequena dissertação sobre o assunto. Os Estados Unidos tem uma área territorial continental praticamente igual ao Brasil. No entanto possuem “cinqüenta” Estados.
            Morei naquele país algum tempo. Os Estados são divididos em Municípios (counties) que equivalem aos nossos Municípios. No entanto há uma diferença grande. Nesses counties, podem existir várias cidades, ficando a área rural sob a responsabilidade dos Estados. Dentro dos counties podem existir, repetimos, várias cidades com administrações diversas e independentes. Morei no Estado de Michigan, na cidade de Ann Arbor que, era a sede da Universidade de Michigan. A administração das cidades varia de uma para outra. Ann Arbor, por exemplo, era administrada por um Prefeito eleito e Câmara Municipal. Os eleitores residentes naquela cidade é que escolhiam os Prefeitos e Vereadores. No mesmo county existiam outras cidades, sendo que uma delas Ypsilanty, por exemplo, era dirigida pela Câmara Municipal que escolhia um gerente nomeado pela Câmara para administrar a cidade. Os eleitores residentes nos counties votavam apenas para Deputados, Governadores e Presidente da Republica.
               Em territórios tão grandes como Brasil e o Estados Unidos, as condições geográficas e climáticas variam muito de região para região. Somente aqueles que vivem na região podem saber o que mais convém à administração pública da região. Apenas para concluir o raciocínio: os Estados Unidos continental tem cinqüenta Estados e o Brasil vinte e sete.  Mas, sempre respeitando o espírito federativo.
            Por isso é lamentável que não se tivesse aproveitado a oportunidade para criar os três Estados citados no Pará.
            Termino com as palavras do escritor americano Herbert Prochnow: “Cidade é um lugar onde as pessoas ficam sozinhas juntas.”

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2 comentários:

João da Rabisco disse...

Muito boa essa dissertação, realmente foi uma pena a não divisão no Brasil, Parabéns!

Politizado Do Brasil disse...

a Idéia seria ótima... se não fosse a cultura brasileira do "apadrinhamento" que perdura desde os tempos da velha república..você acha que daria certo?é claro que não.Que interesses da população?Por favor isso é hipocrisia.Nenhum governante vê os interesses da população.E não acredito em alguns números artificiais que o governo passa,já conheço todas as regiões do Brasil...Só para citar um exemplo a saúde e a educação pública no Brasil é deplorável,..o governante pensa mesmo na população? se criasse mais 2 estados a população seria "beneficiada"?Não acredito.OS únicos beneficiados seriam igual o SIQUEIRA CAMPOS do Tocantins que era a favor da ditadura e hoje é o atual governador(só para lembrar ,ele foi o 1° governador de Tocantins..interesse na população né?e hoje é o atual...) e pessoas como você que é um grande empresário..vocês sim se beneficiariam..Mais uma coisa
porque que o Brasil não copia a legislação penal americana?